Echochrome - Relatividade no Playstation
Se você é um amante da arte de M.C. Escher e suas perspectivas impossíveis ou se você prefere jogar paciência ou majhong em vez de Metal Gear Solid, então uma boa dica é o jogo conceitual Echochrome da Sony’s JAPAN Studio para Playstation 3 na Playstation Store e para PSP nas lojas.
No jogo super minimalista você tem que levar o manequim até determinados lugares mudando pontos de vista da mesma maneira que Escher subverte as leis da perspectiva e da física. Alinhando uma pilastra à um caminho interrompido ao fundo, faz com que o manequim passe ileso como se o vão não estivesse lá. O mesmo ocorre quando se junta duas pontas que parecem estar em andares diferentes e lá se vai toda a lógica. Além das 56 fases que vem no jogo, e que vão gradativamente ficando mais complexas, existe o modo “canvas”, um editor de fase, no qual você pode por toda a criatividade para fora e bancar o artista para então desafiar com seus amigos. Echochrome ainda conta com uma belíssima e relaxante trilha sonora composta por Hideki Sakamoto.
Change the way you perceive the world
and the path will be revealed
SecondPeople
Já perambulo pelo SecondLife cerca de 2 anos e até hoje me surpreendo com as coisas que vejo por lá. Mas o que sempre me chamou a atenção foram os “avatars”, representação virtual de alguém. E foi por curiosidade e mania de colecionar que comecei a tirar fotos desses “avatars”. No início fotografei meus amigos, pessoas que eu encontrava pelas esquinas virtuais e, passado um tempo, tratei de ir à campo em busca de personagens.
Atualmente com mais de 350 fotografias foi parcialmente mostrado na exposição “Japão: Um perto distante”, realizada no espaço cultural Nossa Caixa em 2007/8. No inventário têm de tudo, imitações da realidade, animais até seres alienígenas e bizarros. Repetição e diferença. Todos eles são experiências primordialmente estéticas. O que importa nessa coleção é a imagem de um corpo construído. Feito de pixels, customizações e programações, esse corpo está sempre se modificando e nunca acaba de se fazer. Em essência pode ser qualquer coisa que seu dono queira. Quando tiro uma foto de um “avatar” registro aquele momento do encontro, mas tenho a plena certeza que aquela loura já foi ruiva, bicho e quem sabe até homem (!). Não importa. O corpo do títere não é o corpo do boneco e vice-versa. Muitas vezes a realidade invade o “metaverso”, mas esta não é condição para a experiência virtual. De qualquer modo a realidade não se dá como ela é, mas de forma ideal. Não é um duplo e sim um modelo. Um lugar para experimentar outras realidades.


