Déjà Vu _ vol.1
Gostaria de abrir uma sessão aqui no blog para falar de repetição, referência, retorno e reconhecimento.
Vale postar repetições culturais (chamadas de revival, cópias criativas de uma época passada ex: o revival do psicodélico), referências, retornos (ou revivals em carne e osso como a volta de Bob Dylan ou do Bikini Cavadão mesmo) e, por final, reconhecimento (ou redescobrimento, quando uma nova geração acaba de rescobrir novidades como o Punk, Glitter, Atomic Age e etc)… Não vale regravação (que é quando usamos um original e regravamos).
Coloco a apreciação de vcs um exemplo pra começar a sessão: meu item é o da Repetição… e o exemplo que vou usar é o Eletro. Já nas ruas desde e virada do século, o Eletro é uma repetição extremamente fiel do Eletro dos anos 80. Sintetizadores, rostos pintados, muito preto. Um tipo de pop eletrônico. Vai ai um exemplo do Ladytron, Seventeen. Repetição de eletrônicos dos 80, como o Visage, Depeche e Eurythmics…
And the Oscar goes to…
Mais um Oscar e mais uma vez eu fiquei na frente da tv assistindo. Confesso que esse ano achei a cerimônia mais “caliente”. A distribuição dos assentos, a interação entre apresentador e platéia, o novo ritual de entrega dos prêmios para os melhores atores… todas essas mudanças humanizaram a festa que as vezes parecia tão mecânica. Gostei bastante.
Se algum dia seu operador de Steadycam reclamar…
Mostra essa sequência pra ele… o filme pode não ser nada incrível, mas o operador deve ter sofrido pra fazer a cena !
DOUBT // Dúvida
Fui assistir “Dúvida” e sai impressionada com as atuações de Meryl Streep e Phillip Seymour Hoffman. Os dois são incríveis, mas Meryl Streep ainda é referência, parece que ela respira como a personagem…
Sabia que seria um filme de atores . O embate entre e Meryl e Phillip é grandioso, são dois monstros da atuação. Gostaria de ter visto ao vivo os dois atuando, como uma formiguinha no set. Minha sensação é que se rodaram 3 takes de cada cena foi muito.
Eles arrasam, o acting é contido, doído, aqueles momentos com os olhos cheio d’agua sem derramar uma lágrima sequer, reflexo da época em que se passa a história.
Vale muito ver, o filme é realmente bom , mas é ótimo pela presença dos atores. E não menos boas estão Viola Davis e Amy Adams, os 4 atores do filme concorrem ao Oscar .
O diretor John Patrick Shanley também é o autor e ficou 18 anos sem dirigir um filme, voltou totalmente por cima seu roteiro tbém está na disputa da estátueta. Enfim, fica a dica.
Beautiful Losers
No começo da década de 90, um grupo de outsiders, abriu uma galeria em NY, para expor seu trabalho. Eles não eram artistas, apenas “mentes criativas”, cuja inspiração vinha das coisas que gostavam - skate, surf, punk, hip hop, graffiti e etc. Sem influência do mainstream, esse grupo criou diversas sub-pop-culturas. Beautiful Losers conta algumas dessas histórias.
Button = Gump = Eric Roth
Ok , fui ver Benjamin Button e adorei , quero deixar isso bem claro.
Mas tive durante o filme uma sensação poderosa de que a estrutura do roteiro me era familiar.
Eric roth é um super roteirista sem dúvida , também escreveu Forrest Gump que nem preciso comentar …
Hoje meu irmão me passou um link impressionante . Um trailler que compara Button e Gump .
Por favor acessem o link , assistam e comentem, só o texto do narrador já vale a pena.
Rankin no Mube
Ontem dia 21/02 fui no coquetel de inauguração da exposição do top fotógrafo Rankin, achei a expo imperdível, por tudo, pela qualidade do trabalho, das ampliações, do lugar… enfim, estava tudo impecável.
O moço escocês é tão talentoso que seus dotes criativos não se enquadram numa única definição. Ele é fotógrafo , publisher e agora diretor de filmes, um autêntico image maker.
Só pra situar, foi ele que criou e lançou a revista inglesa Dazed & Confused em 1991, revista que sempre foi referência de atitude, qualidade e modernidade.
Hoje, continua trabalhando no segmento editorial, com moda, publicidade (HSI londres) e recentemente dirigiu o longa “The Lives of the Saints” (2006).
A expo fica no Mube em sp até dia 5 de fevereiro. Confiram !!
Os curiosos efeitos de Benjamin Button…
Por favor, se você não viu o filme, não leia esse post. Vou contar o fim do filme.
Pior, vou contar uma das coisas que mais me impressionou no filme. E o mais interessante. Impressionou bem depois de ver o filme…
Bom… Sou suspeito pra falar do Davir Fincher (seven, clube da luta, zodiac) pois sou fâ inveterado. Juntando um roteiro de Eric Roth (Forest Gump), a coisa complica mais ainda. Sou suspeito, suspeito, suspeito. Em primeiro lugar, um filme americano dos bons, usando o que os americanos tem de bom no cinema. A qualidade em contar histórias. A Riqueza de suas dramaturgias. Uma curiosidade do filme, é que roda de mão em mão desde os 90, e diretores como Ron Howard abriram mão do filme por ser “impossível de fazer”. O homem que nasceu velho e cresceu até virar um bebe realmente não é uma fácil de fazer.
Quando assisti o filme confesso que cheguei a ficar meio impressionado com o trabalho. A maquiagem, os efeitos (sei lá que efeitos) e o acting do Brad Pitt eram de ficar de boca aberta. Isso já é motivo pra escrever sobre o filme. Porem, esta semana me deparei com algo chocante. Descobri a quantidade e o método dos efeitos usados no filme e isso me assombrou. O filme é tão delicado que vc só imagina que existem efeitos pois o que vc vê é um absurdo impossivel. Não existe, portanto tiveram que criar. O que eu não imaginava é a quantidade de 3D usado… Pela primeira vez em um longa metragem de cinema, um homem foi recriado por computador, totalmente!!!
Dêem uma olhada no material que a Digital Domain, uma das várias casas de efeitos que tabalhou no filme, soltou para mostrar o trabalho. É incrível o resultado. Se você não viu e leu o post, me perdoe. Tenho certeza que vai ver o filme com outros olhos…
Quando as Curvas se Encontram
encontrar o lugar onde o erótico habita na imagem tem sido um dos meus maiores desafios nos últimos tempos.
muito estético não dá tesão…
muito explicito vira porno…
uma das tentativas de encontrar este lugar pode ser apreciado no curta metragem Quando as Curvas se Encontram, em fase de finalização.
em breve disponível para aficionados.
o curta é um ensaio para o longa Linha do Desejo.
edição é tudo…
Um exemplo divertido de como edições criativas podem trocar completamente o gênero de filmes…





